Como ela é deslumbrante!’, pensou. Tudo nela é lindo… e ameaçador. As cores que usa; o contraste entre a brancura e a negritude… beleza e ameaça. As mechas aneladas, negras como as asas de um corvo e tão naturais. As maçãs do rosto proeminentes, acentuadas por uma ruga que, nos momentos em que ela considerava apropriado sorrir, aparecia junto de seus lábios, maravilhosamente finos. As sobrancelhas, maravilhosamente irregulares sem a maquiagem com a qual ela as retocava durante o dia. O nariz, maravilhosamente comprido. As delicadas mãozinhas, maravilhosamente nervosas, agitadas e hábeis. A cintura fina e flexível, realçada por um cinto apertado ao extremo. As pernas esbeltas, que, ao andar, faziam ondular sua saia negra, dando-lhe uma forma ovalada. Linda.