A vitrola antiga enchia o local d'uma voz suave, meados à penumbras anoitecidas. Vizinhos aconchegavam-se detrás janelas; olhos captavam a beleza idílica ante almas entrelaçadas. Corpos em perfeita sintonia alimentam paixão ardente e voraz, tais quais perpassaram por lábios à ouvidos:
— Diga-me um segredo.
— És meu, Buarque.
Buarque. Referência singela, memória da vez em que “Valsinha” reverberou e fez-se dela com sabor ao paladar. Sabor doce; obrigava-o desejar escartales como sangue. A silhueta perambulava por mente alvorecida, lídima morada. Cru acalento aflingindo um cerne apodrecido, pertencente.
— Diga-me teu segredo.
— Amo-te em demasia.
Para ela, um sussurro calmo. Para o mundo, um brando orgulhoso. Era Buarque e nada mais. Autêntico. Era poeta e ela sua musa.
— Diga-me um segredo.
— És meu, Buarque.
Buarque. Referência singela, memória da vez em que “Valsinha” reverberou e fez-se dela com sabor ao paladar. Sabor doce; obrigava-o desejar escartales como sangue. A silhueta perambulava por mente alvorecida, lídima morada. Cru acalento aflingindo um cerne apodrecido, pertencente.
— Diga-me teu segredo.
— Amo-te em demasia.
Para ela, um sussurro calmo. Para o mundo, um brando orgulhoso. Era Buarque e nada mais. Autêntico. Era poeta e ela sua musa.