"Tereza pensava na fotografia em que seu corpo estava nu nos braços do engenheiro. Tentava tranquilizar-se: se ela de fato existisse, Tomas jamais a veria. [...] O que aconteceria se Tomas recebesse uma fotografia como aquela? Será que a expulsaria de casa? Talvez não. Certamente não. Mas o frágil edifício do amor deles seria inevitavelmente destruído, já que esse edifício se assentava somente sobre uma única pilastra — a de sua fidelidade —, e os amores são como os impérios: desaparecendo a ideia sobre a qual foram construídos, morrem junto com ela."
a insustentável leveza do ser de milan kundera. p. 171-172, v.1983.
a insustentável leveza do ser de milan kundera. p. 171-172, v.1983.