𝐬𝐮𝐧𝐭𝐮𝐨𝐬𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞.


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E mesmo em meio ao caos e à agonia, sua 𝐛𝐞𝐥𝐞𝐳𝐚 𝐬𝐨𝐦𝐛𝐫𝐢𝐚 é a luz que guia a escuridão.

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Diante os os acordes da bossa nova, ecoam almas errantes em busca de paz e inspiração.

Entre taças de vinho tinto e cigarros acesos, desenrola-se uma dança de palavras, como se cada frase fosse um verso improvisado em harmonia com a música de fundo. O ar se impregna de um perfume agridoce de nostalgia e desejo, enquanto as vozes sussurram segredos aos ouvidos atentos do universo.

— Olhe ao redor, minha cara, e veja como as notas dançam no ar, entrelaçando-se com nossas histórias.— murmura uma voz trêmula, carregada de saudade.

— Cada acorde é uma lágrima derramada, um lamento que encontra consolo na melodia. Somos todas navegantes solitárias nesta imensidão de sentimentos. — responde outra voz, cheia de melancolia.

As letras das canções ganham vida nos lábios daquelas que compartilham suas dores e alegrias, entrelaçando-se em uma teia de emoções intensas. Cada verso recitado é um retrato de uma vida vivida, uma paixão ardente ou uma decepção dilacerante.


𝒊. 𝖵𝗂𝗌𝗅𝗎𝗆𝖻𝗋𝖾 (n. f.)

A sabedoria, outrora velada, emergiu, enquanto as verdades ocultas resplandeciam. Os sentidos captaram as maravilhas do viver, e as tramas da vida, enfim, se esclareciam.

Desvenda-se o véu, a revelação, que lança luz sobre o caminho ancestral. Expondo as profundezas do enigma oculto, em um esplendor que os olhos mal podem abraçar.

Como estrelas a guiar navegantes perdidos.




Luxúria, chama voraz que arde nos mais profundos abismos da carne, incita paixões incendiárias e desperta os sentidos adormecidos. Se manifesta naquele olhar fugaz, no toque furtivo, na carícia que inflama a pele e enlouquece a mente. É um afago traiçoeiro, um chamado sedutor para a perdição iminente.

Perdição, revela-se nas sombras, sussurrando promessas de prazer proibido e transgressões insanas. Queda inexorável em um abismo de desejos desenfreados, onde a razão se esvai e a carne se torna absoluta. Um mergulho no desconhecido, na escuridão que nos consome e nos leva a um estado de êxtase indescritível.

É a dança dos corpos famintos, unidos em um torvelinho de prazer desmedido, onde os limites do certo e do errado se dissolvem.




És o enigma que não poderia ser decifrado, a chama que arde e consome, a promessa de um prazer proibido. Teus encantos e artimanhas são o feixe de luz que penetra nas trevas do coração, revelando o desconhecido e despertando a sede insaciável de prazeres ocultos.


Como Edgar Allan Poe testemunhou em suas obras imortais.

A penumbra desvela segredos ocultos, como o véu rasgado de uma realidade profana, onde o abismo abraça a existência humana. O caos floresce na poesia, semelhante ao poeta maldito, revelando o lado mais sombrio da alma, em cada verso que profere e se enreda. Onde a razão se perde em cada canto obscuro; e as palavras se revestem de reticências,  palimpsestos de sentimentos e decadências.


No crepúsculo-silente, quando o manto estrelado cobre o firmamento, a noite se estende em seu mágico esplendor. É nesse momento fugaz que a prosa da escuridão se desenrola, envolvendo a paisagem em uma aura de mistério e encanto.

As sombras dançam sob a luz pálida da lua, revelando segredos e anseios guardados nas profundezas da alma. O ar fresco e sereno acaricia a pele, enquanto o vento sussurra melodias sutis através das folhas das árvores adormecidas.

Nesse cenário noturno, os pensamentos encontram liberdade, navegando pelos recônditos da mente como estrelas cadentes. Sonhos ganham vida, iluminando as mentes inquietas e alimentando a esperança de um futuro incerto.

Assim, a cortina do entardecer se fecha, deixando para trás memórias-efêmeras e sonhos inexplorados. Até que, novamente, a noite caia, desdobrando suas asas de mistério e poesia sobre aqueles que ousam se aventurar em seu abraço-sedutor.


Do amor, é a divina guardiã; na dualidade, explora a alma humana. Caótica em seu ser, ordem em suas palavras, em versos e encantos traz curas maviosas.
Ó feiticeira, serena e profunda, desperta os corações de uma alma moribunda. Com tua magia, liberte os corações aflitos, elevando-os à transcendência, em momentos benditos.
Que a musa do caos, com sua arte sublime, inspire os mortais a buscar a própria rima. E em meio à tormenta, encontrem a poesia; que os guie à essência, em busca da harmonia.


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— O dia em que ele me deixou foi o dia em que eu morri. Mas então renasci, como uma bruxa.

— Um marido não é um príncipe, Elaine, e a vida não é um conto de fadas.

— Durante toda a minha vida, fui jogada no lixo, exceto quando queriam usar meu corpo. Então, decidi encontrar meu próprio poder. E encontrei esse poder por meio da bruxaria. Isso significa que eu tiro o que preciso dos homens e não o contrário.

“Pode-se dizer que sou viciada em amor. Eu me pergunto, todas as mulheres se sentem dessa forma?”


🪐.

Erguida na penumbra do éter noturno, desponta a deusa; sublime e sombria. Senhora do prazer e do caos eterno: a sedução e a dor em sua magia.
Ela surge envolta em véus de mistério, um espectro de beleza insondável. Seu olhar, fogo negro, ardente e sério, petrifica almas em desespero indomável.

𝒊. Oh goddess of seduction and chaos, your dominion is eternal.

Sua presença é um convite ao abismo, a um reino além do véu da realidade. Com olhos profundos como o oceano noturno, sorri com malícia, incitando à insanidade.
Como um veneno letal em taça de prata, a profana tece seu fatal enlevo.
Ouça seus sussurros na brisa noturna, deixe-se levar pela dança taciturna. Mas cuidado, pois seu abraço é traiçoeiro, ela é a deusa que se esconde no nevoeiro.


A noite é um oceano de sombras profundas, onde os sonhos naufragam em ondas revoltas. Um manto-de-mistério cobre os suspiros, e os olhos cansados contemplam abismos.

Como um corvo solitário no céu noturno, a melancolia paira em sombras serenas; ecoando ecos da eternidade-perdida, num mar de pensamentos e memórias amenas.

Onde a poesia se torna a voz da alma, e os pensamentos se entrelaçam em teias intricadas; como galhos retorcidos de uma árvore sombria.


Em passos suaves, trilha o caminho, um guardião solene, de ânimo resolvido. Ergue o coração cansado, cheio de alento, na conexão profunda; genuíno sustento.
Aquele que no olhar revela compreensão. Em seu abraço, acalanto, plena proteção; um porto inefável, seguro. Um confidente silente, laço fraternal.
Nas terras do afeto, esse ser se faz abrigo, essência sublime. Nas páginas do tempo, este elo reverbera; na imensidão do amor, sua história perdura.




Porto seguro. Oásis de conforto e segurança, onde temores se dissipam e se vão. Santuário-etéreo, onde a alma se ampara; farol resplandecente em noites sombrias.


Em meio às brumas misteriosas, ele habita um universo próprio, onde a quietude se torna cúmplice de seus versos. Sob o brilho pálido da lua, os dedos delicados percorrem as teclas do piano das palavras, urdindo sonetos de melancolia e reflexão.

Embalado pela melodia silente das estrelas, a solidão do poeta é, paradoxalmente, sua mais íntima companhia, um oceano de introspecção onde as almas dos versos ganham vida.

Nessa atmosfera enigmática, se deleita com a solitude que lhe inspira e transforma, em cada verso, o silêncio noturno em um sussurro eloquente de poesia.




Esplendor de pérolas negras.

Jóias preciosas, fonte de fascínio. Teus segredos ocultos permanecem guardados no âmago de tua existência, um enigma divino. Eternos faróis que jamais serão apagados.
Olhos cor de ébano, oceano de infinitude em sua grandiosidade, reúnem-se em plenitude.
Portais para um abismo de profundidade insondável, envoltos em um véu de mistério.



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