Em tudo o que há mais belo, a rosa da beleza. Se nos impõe, gerando o anseio de aumentá-la, e , entre os seres mortais, a própria natureza ao herdeiro confere o dom de eternizá-la.
Mas tu, assim concentrado em teu olhar brilhante, sem o alento de outra alma, a que a tua dê abrigo, cheio de amor, negando amor a todo instante. De ti mesmo e do teu encanto és inimigo.
Tu, agora, esplendoroso ornamento do mundo e arauto singular de alegre primavera. Tu, botão, dentro em ti sepultas, infecundo, teu gozo e te destróis, poupando o que exubera.
Faze prole, ou, glutão, em ti e na sepultura. Virá a tragar o mundo a tua formosura.
Soneto I, Shakespeare.
Mas tu, assim concentrado em teu olhar brilhante, sem o alento de outra alma, a que a tua dê abrigo, cheio de amor, negando amor a todo instante. De ti mesmo e do teu encanto és inimigo.
Tu, agora, esplendoroso ornamento do mundo e arauto singular de alegre primavera. Tu, botão, dentro em ti sepultas, infecundo, teu gozo e te destróis, poupando o que exubera.
Faze prole, ou, glutão, em ti e na sepultura. Virá a tragar o mundo a tua formosura.
Soneto I, Shakespeare.