Ter de trabalhar é algo coercivo? Ter de trabalhar representa um atentado contra as liberdades individuais? A se julgar pelo que dizem as esquerdas, e até mesmo a esquerda libertária, sim.
Para muitos progressistas, todo o necessário para se abolir as liberdades de um indivíduo é fornecer a ele um emprego considerado ruim (segundo os padrões progressistas). A Amazon, por exemplo, é constantemente criticada pelo seu ambiente de trabalho, com vários detratores como o site Business Insider chamando-o de "campo de escravos".
Pode-se dizer que essa comparação entre "empregos ruins" e campos de trabalho forçado — um luxo comparativo a que se podem dar apenas os países ricos —, no mínimo, faz uma confusão básica a respeito da natureza fundamental da coerção.
Quando uma empresa oferece um emprego a um indivíduo, ela não o está ameaçando com a frase "trabalhe ou morra!", da maneira como faziam os senhores de engenho; ela está simplesmente prometendo a este indivíduo que, se ele ajudar a empresa a ser bem-sucedida, a empresa lhe dará dinheiro, o qual representa um meio para melhorar seu padrão de vida. Trata-se de um arranjo moral: você me ajuda, eu lhe ajudo.
A questão da coerção é importante de ser entendida porque representa o cerne da diferença entre o governo e o setor privado. Se você não fizer X, o governo irá punir você: ele pode confiscar seus ativos, jogar você na cadeia e até mesmo matar você. Isso sim é genuína coerção. Em comparação, se um patrão pede a você para fazer X, ele não pode lhe ameaçar; tudo o que ele pode fazer caso você diga 'não' é parar de continuar lhe dando dinheiro.
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2208
Para muitos progressistas, todo o necessário para se abolir as liberdades de um indivíduo é fornecer a ele um emprego considerado ruim (segundo os padrões progressistas). A Amazon, por exemplo, é constantemente criticada pelo seu ambiente de trabalho, com vários detratores como o site Business Insider chamando-o de "campo de escravos".
Pode-se dizer que essa comparação entre "empregos ruins" e campos de trabalho forçado — um luxo comparativo a que se podem dar apenas os países ricos —, no mínimo, faz uma confusão básica a respeito da natureza fundamental da coerção.
Quando uma empresa oferece um emprego a um indivíduo, ela não o está ameaçando com a frase "trabalhe ou morra!", da maneira como faziam os senhores de engenho; ela está simplesmente prometendo a este indivíduo que, se ele ajudar a empresa a ser bem-sucedida, a empresa lhe dará dinheiro, o qual representa um meio para melhorar seu padrão de vida. Trata-se de um arranjo moral: você me ajuda, eu lhe ajudo.
A questão da coerção é importante de ser entendida porque representa o cerne da diferença entre o governo e o setor privado. Se você não fizer X, o governo irá punir você: ele pode confiscar seus ativos, jogar você na cadeia e até mesmo matar você. Isso sim é genuína coerção. Em comparação, se um patrão pede a você para fazer X, ele não pode lhe ameaçar; tudo o que ele pode fazer caso você diga 'não' é parar de continuar lhe dando dinheiro.
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2208