Uma pergunta: você, empregado com carteira assinada, trocaria um aumento de uns 20% a 30% em seu salário, hoje, por uma promessa, feita por políticos, de que você irá receber algum dinheiro daqui a 20, 30, 40 anos?
Se você defende a previdência social, então, por definição, a sua resposta a essa pergunta deveria ser positiva, sem titubear.
"Sim, senhores políticos, troco! Fiquem à vontade para levar até quase um terço do que eu ganho. Pela previdência, vale a pena!"
O seu próprio comprovante de pagamento, ao fim do mês, traz um desconto que certamente você já notou (caso seja minimamente atento).
Esse desconto pode chegar a 11% do seu salário, o que não é pouca coisa.
Essa é a fatia que você paga compulsoriamente ao INSS (embora tal pagamento seja eufemisticamente chamado de "contribuição").
Mas não pára por aí. Adicionalmente, há outro custo da previdência social que equivale a outros 20% do seu salário. No entanto, tal custo não aparece descontado em seu comprovante de pagamento; ele fica escondido na contabilidade do empregador. Pior: a cortina de fumaça contábil faz parecer que esses 20% adicionais são pagos ao INSS pelo "patrão", e não por você, assalariado.
Ou seja, muita gente acredita que esse pagamento de 20% ao INSS "sai do lucro" do empregador, e não do salário dos empregados. Chegam a rotular todo esse esquema de "conquista social", como se fosse uma "vitória" dos trabalhadores sobre empregadores, finalmente forçados a temperar sua "ganância", a reduzir seus ganhos e a fazer "contribuições patronais" para a aposentadoria de seus empregados.
Doce ilusão.https://mises.org.br/Article.aspx?id=2961